Geralmente, os kits originais
indicam ter potência de quatro vezes 35 watts, mas, na
verdade, é sempre menos do que isso. O ideal é que os
alto-falantes agüentem até dez watts a mais para não correrem
o risco de estourar. Se, contudo, a impedância do alto-falante
for muito mais alta do que a do amplificador, o som tem
perda de potência.
Para um amante de música
clássica ou jazz, o ideal é que o equipamento seja mais
sofisticado, que o forte seja a pureza do som. Esse consumidor
quer ouvir os instrumentos de forma mais clara. Falantes
com cones de alumínio reproduzem com mais clareza o som
da voz e de instrumentos como violão e piano. Não é um
alumínio comum, mas um tipo de metal tratado especialmente.
Além disso, os falantes de alumínio duram mais porque
resistem bem aos raios solares.
No caso de quem gosta
de rock, pagode ou funk, o ideal é que o som seja mais
pesado, que as caixas sejam preparadas para receber mais
grave e trabalhar num volume mais alto. Esse tipo de ouvinte
quer potência.
Para obter mais qualidade
e potência, pode-se usar um toca-fitas ou CD-player comuns
(como os Pioneer ou JVC, que custam entre R$ 300 e R$
450), com um amplificador do tipo Power com pelo menos
40 watts RMS por canal, uma especificação atendida pela
maioria dos modelos. Os alto-falantes originais, do tipo
coaxial, devem ser substituídos por outros específicos
para faixas de freqüência definidas, que têm nomes como
midbass subwoofer, midrange e tweeter, por exemplo. Uma
instalação dessas num Gol, sai por aproximadamente R$
700, não incluindo o CD-player ou toca-fitas.
E a qualidade visual também
tem ganhado importância:
- A tendência atual é
de que os aparelhos (toca-fitas e CD-players) fiquem coloridos,
com luzes azuis, vermelhas, laranjas, verdes - diz Marcelo
Motitsuki, que tem uma homepage sobre som automotivo.
No painel, botões redondos ou ovais
seguem um estilo futurista e os desenhos das novas carrocerias.
Bem diferente daqueles radinhos AM que equipavam os carros
nos anos 70.